NOTÍCIAS


PF PRENDE 11 SUSPEITOS DE FRAUDAR PERÍCIAS MÉDICAS DO INSS

Polícia Federal prendeu no dia 24 de abril, em São Paulo, 11 suspeitos de fraudes em perícias médicas do INSS.

O homem que entrou na agência do INSS em Sorocaba, no interior de São Paulo, estava com o braço direito enfaixado e apoiado numa tipoia. Ele foi pedir o auxílio-doença, de cerca de R$ 2 mil por mês, alegando que tinha uma fratura grave no cotovelo.

Na perícia, ele explicou o motivo da lesão.

“Caí na escada de casa que não tem corrimão”.
“Chegou a quebrar?”
“Quebrou”.

Assim que passou pela perícia, ele entrou no carro. Agentes da Polícia Federal flagraram tudo e começaram a segui-lo.

“Tá com o braço pra fora, tirando a atadura, lavando o braço”.

Dá para ver o momento em que o homem jogou a faixa fora. E quando o carro parou num pedágio, deu para ver bem: o homem não tem nada no braço.

Ele é um dos 11 presos nesta terça pela Operação Pseuda suspeitos de fraudar o INSS.

“Eles tinham pessoas que eram alugadas, que eram usadas como dublês. Eles falsificavam o documento de identidade. Então, no documento de identidade, estavam escritos ali os nomes do requerente, só que a fotografia era desse dublê”, explica Rafael Dantas, delegado da PF.

Um funcionário do INSS, suspeito de ajudar a quadrilha, também foi preso. Uma mulher é apontada como chefe do grupo. Ela trabalhava como auxiliar de enfermagem num hospital público de São Paulo e desviava prontuários e exames médicos para montar os pedidos de auxílio-doença.

Os investigadores também descobriram um outro tipo de fraude. A quadrilha fornecia cartas de concessão de aposentadoria falsas para pessoas que não tinham direito ao benefício. Com esse documento, elas conseguiam sacar os valores depositados no FGTS.

“Com esses valores do Fundo de Garantia, ele pagava a organização pela aposentadoria falsa. Só que era uma aposentadoria falsa, ela nunca gerava pagamento. E alguma dessas pessoas ficavam ali inquietas, pressionando o pessoal da organização”, completa o delegado.

Segundo a investigação, a quadrilha agia há dez anos e o prejuízo só no auxílio-doença pode chegar a R$ 60 milhões.

 
Fonte: G1

« Voltar